Estratégia de Marketing médico começa pelo público - Felicitá Conteúdo

Estratégia de marketing médico começa pelo público

Eu sei que o que vou dizer agora pode causar estranhamento, mas as suas redes sociais não são sobre você.

Sim, é exatamente isso. Os conteúdos que você publica não devem ser feitos de forma indiscriminada, apenas porque você gosta, porque achou a ideia boa ou porque alguém disse que gera engajamento.

Para construir uma estratégia de marketing médico eficiente, é preciso desapegar desse impulso e começar a pensar de forma estratégica. E é justamente nessa dificuldade de desapegar que muitos profissionais de marketing, inclusive, acabam se perdendo.

Vamos partir de uma premissa básica da comunicação digital: se você publicou algo, é porque espera que alguém leia e tenha algum tipo de ação ou reação.

Considerando que médicos usam perfis profissionais nas redes sociais para construir autoridade diante de pacientes e também de potenciais clientes para cursos, mentorias ou consultorias, esse “alguém” não é genérico. É uma pessoa com identidade, personalidade e, principalmente, um problema que precisa ser resolvido.

Por que público definido é a base da estratégia de marketing médico

Os canais digitais funcionam de forma muito diferente das mídias tradicionais, como a TV aberta. Aqui, existe uma super segmentação tanto de público quanto de produtores de conteúdo.

Para entrar nessa conversa de forma eficiente, você precisa definir com clareza com quem deseja falar.

Existe uma máxima do marketing que deveria ser um verdadeiro mantra: quem quer falar com todo mundo, acaba falando sozinho.

Infelizmente, para ter um posicionamento bem definido e ser lembrado, é preciso abrir mão de algumas coisas. Não definir um público impacta diretamente todos os pontos de uma estratégia de marketing  médico: linguagem, temas, recortes, profundidade dos conteúdos, pontos de conexão, estilo visual, fotos e imagens.

Um exemplo prático de erro e correção estratégica

Vou trazer um exemplo real.

Um médico especialista em medicina digital e Inteligência Artificial na Medicina me procurou para criar uma estratégia para LinkedIn e Instagram. O objetivo dele era, no médio prazo, vender cursos sobre o tema para profissionais da saúde.

Quando perguntei qual público ele queria atrair, a resposta foi bastante ampla: médicos, gestores hospitalares e também outros profissionais da saúde, como enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas.

Essa tentativa de abrir o leque para alcançar mais pessoas é uma armadilha comum. Na prática, comunicar-se bem com um grupo específico é muito mais eficiente do que falar superficialmente com vários.

Expliquei que, por ele ser médico, o mais estratégico seria definir como público principal outros médicos com perfil semelhante ao dele. Como público secundário, médicos que atuam em gestão hospitalar. Sugeri abrir mão, pelo menos naquele momento, de outros profissionais da saúde com realidades, formações e necessidades muito diferentes.

O impacto de uma boa segmentação na estratégia de marketing médico

Ao definir médicos como público principal, ele passou a entender com muito mais clareza as dores, objeções e desafios desse grupo, afinal, ele mesmo vivenciava essa realidade.

Isso facilitou a escolha da linguagem, dos temas, dos exemplos e dos pontos de conexão. Além disso, evitou que ele perdesse tempo tentando se adaptar a públicos com menor sinergia e menor probabilidade de comprar seus cursos.

Outro ganho importante de uma estratégia de marketing médico bem segmentada é a clareza para avaliar resultados. Muitas pessoas ainda confundem sucesso com número de seguidores, quando, na verdade, sucesso é atrair os seguidores certos.

Como deve ser a segmentação de público na prática

Além dos dados demográficos básicos como idade, gênero, estado civil, renda e localização, é fundamental mapear comportamentos, dores e motivações.

Se você é ortopedista e deseja se posicionar em pé e tornozelo, pode focar em homens e mulheres a partir dos 35 anos que praticam corrida ou triathlon e sofrem com lesões nessa região. Nesse caso, a dor do público é literal.

No caso do meu cliente, o foco foi em médicos que desejam se atualizar em Inteligência Artificial na Medicina e enfrentam dificuldade para encontrar conteúdos realmente aprofundados e customizados para sua realidade. Ele identificou uma lacuna clara e decidiu preenchê-la.

Estratégia exige método, não improviso

Definir público não é simples. Exige pesquisa, conversas, testes e ajustes. Não é por acaso que até profissionais de comunicação e marketing erram nesse ponto com frequência.

Mas você, médico, não precisa se desgastar sozinho nesse processo. Uma estratégia de marketing médico bem construída encurta caminhos, evita desperdício de energia e aumenta significativamente as chances de resultado.

Se quiser ajuda para estruturar uma estratégia eficiente, clara e alinhada com seus objetivos, entre em contato comigo.

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